Sport 1 x 1 Botafogo: certamente foi e será o jogo mais fácil do ano.

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Neilton não aguenta 1 tempo de jogo de série A.

Time grande de verdade nunca deve achar que empate fora de casa é bom resultado, quando este leva ao Z4.

A tônica do jogo foi o Sport pedir para o Botafogo o golear e o Botafogo se recusar a fazê-lo. Foi e será o jogo mais fácil do ano. Sport lento, desorganizado, apático dava repetidas vezes amplo espaço ao Botafogo; mas a incompetência de seu ataque perdia gol, errava o último passe ou escolhia a jogada errada.

Nem o gol garfado do Sport (que se fosse contra algum time de apelo midiático forte, jamais seria validado) ofuscou a ineficiência absurda do time alvinegro.

Depois de alterações mal feitas por Ricardo Gomes _ manteve um Neilton de língua de fora e tirou um aguerrido (mas perdedor de gol nato) Ribamar, que marca vigorosamente a saída de bola adversária, para depois de alguns minutos retirar o próprio Neilton para a entrada de Luis Henrique _ o Sport até tentou o seu gol na base do abafa e quase converteu: rolou uma cabeçada no meio do gol… em cima do Helton Leite, que praticou a defesa de forma estranha.

Nos últimos 20 minutos, Botafogo (provavelmente por ordem do técnico) iniciou uma cadência irritante, para deixar passar o tempo… como se o jogo não estivesse ridiculamente fácil de ganhar. Faltou ambição e inteligência de todos do lado alvinegro.

Todos gritam que o Botafogo precisa de meio de campo e ataque, que saibam definir um jogo com frieza (vide Grafite, Kleber, Rafael Moura…e até André Lima). Mas a diretoria continua em estado letárgico, pagando para ver com esse elenco.

Espero, sinceramente, que o Botafogo consiga algum dia sair do Z4 aonde se enfiou por conta de sua incompetência e falta de vontade de ganhar um jogo entregue.

Raio-X:

Helton Leite: Inseguro. Muita pressão (ainda desnecessária) por sua cabeça. Mas salvou em algumas oportunidades. Nota 5,5.
Luís Ricardo: Foi uma boa opção ofensiva e colocou uma bola na trave, já que os meias e atacantes chutam a bola muito além dos quatro paus. Nota 5,5.
Carli: É um jogador que sente o ritmo de jogo e se contunde com facilidade, mas é o zagueiro mais eficiente desse elenco; e claro, se porta como um capitão de verdade (diferente do Jefferson). Nota 5. Sentiu a perna e deu lugar a Emerson Santos que não teve tanto trabalho com o apático time do Sport, mas deixou o setor mais inseguro. Nota 4,5.
Emerson Silva: Fez o feijão com arroz. Regular. Nota 5,5.
Victor Luís: Se destacou nessa partida. Foi lúcido e voluntarioso. Nota 7.
Bruno Silva: Erra alguns passes fáceis, mas é o melhor marcador do time. Nota 5,5.
Lindoso: Pouco aparece. Poderia ser mais ousado. Nota 5.
Fernandes: Fez um gol sem goleiro, mas irrita com escolhas erradas de jogadas, onde prefere chutar ainda que desequilibrado e de muito longe, a trabalhar o jogo. Não pode ser titular. Nota 4,5.
Leandrinho: Apareceu bem no primeiro tempo. Cadenciou o jogo a partir da metade do segundo. Nota 5.
Neilton: Não aguenta a série A. Ele começa a sentir fisicamente sempre nos finais das primeiras etapas. Não pode ser titular. Se entrar, tem de entrar faltando 20 minutos de jogo. Nota 4. Saiu cansado para dar lugar a Luís Henrique, que entrou mais ligado, levando algum perigo. Mas tem de melhorar muito em todos os aspectos. Nota 5.
Ribamar: É guerreiro, mas assim como a maioria dos jogadores da base que subiu para os profissionais, escolhe normalmente a jogada errada e tem dificuldade enorme para fazer gol. Nota 5. Cedeu lugar a Anderson Aquino, que não veio da base, mas perdeu o gol mais feito do jogo, chutando a 3 metros do goleiro, por cima do travessão. Nota 4,5.
Ricardo Gomes: Mexeu mal e vagarosamente. Tem dificuldade na chamada “leitura de jogo”. Tirou o raçudo Ribamar primeiro (em vez de um inoperante e cansado Neilton). Permitiu que o time recuasse e cadenciasse o jogo muito cedo, chamando o fraquíssimo Sport para seu campo, quando deveria promover alterações táticas que matasse um jogo mole desse. Covarde. Nota 3.

 

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